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Retrofit na prática.

A maioria das grandes cidades do mundo estão sofrendo com a falta de planejamento. O crescimento rápido e sem organização está aumentando a verticalização, piorando o transito e comprometendo a acessibilidade. Através do Retrofit requalificamos as edificações e os espaços urbanos trazendo diversos benefícios como a sustentabilidade.


Muita gente ainda não conhece esse esse conceito e deve estar perguntando… “mas o que é Retrofit?”

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Retrofit é uma técnica de revitalização e modernização das construções antigas. Podemos corrigir e atualizar os problemas de infraestrutura adicionando novas tecnologias, sem modificar a arquitetura original e elementos históricos. Esse termo, que é muito usado hoje pelos arquitetos, construtores, designers e urbanistas, proporciona um local mais seguro e prolonga a vida útil da construção.


Essa tendência mundial surgiu na Europa a fim de solucionar um problema da inutilização de inúmeros edifícios antigos e históricos. Uma das suas vantagens é tornar essas construções mais sustentáveis e apropriadas para os tempos de hoje. É uma forma de aliar uma nova funcionalidade à preservação da memória e história da construção.

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Mas qual é a diferença entre retrofit e reforma?

O conceito de retrofit tem a preocupação em preservar a memória da arquitetura mantendo suas características originais.

Além disso, costuma ser mais caro, porque exige uma mão de obra especializada e atenção maior com os materiais usados.

Deve-se controlar a demolição, reforçar a estrutura, modernizar toda parte elétrica e hidráulica, sem prejudicar as formas iniciais.


Retrofit não é apenas reconstrução, e sim aperfeiçoar preservando a essência histórica da edificação.

O retrofit é necessário quando chega ao fim a vida útil das instalações, quando os custos de manutenção da construção são muito altos e também quando existe uma necessidade de adaptação às normas atuais, como o acesso de pessoas com necessidades especiais e sistemas de segurança.

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As construtoras tem interesse em investir na atividade do retrofit nos edifícios antigos que estão em áreas bem localizadas na cidade. A vantagem é ampliar seus projetos com um custo menor, sem gastos para construir um novo empreendimento.

Vale ressaltar que isso não é uma regra, pois quanto mais antiga a edificação, mais caro e crítico fica o projeto de retrofit. As vezes demolir e construir outra obra é mais vantajoso financeiramente. Mas devemos sempre lembrar que o conceito de retrofit não se aplica no custo mas sim no valor histórico da edificação. É fazer alterações para garantir o melhoramento das instalações, atualizar a estética e modernizar a construção.

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No Brasil, a Pinacoteca de São Paulo é um grande exemplo que temos na aplicação de retrofit. Esse projeto, que foi feito pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha, em um edifício do século XIX , passou por um processo muito grande de revitalização até conseguirem transformar em uma Pinacoteca. Sem deixar de preservar a construção original e suas fachadas externas, o projeto contou com várias adequações como criação de uma nova espacialidade do interior do edifício, reforço estrutural dos pisos, inclusão de elevadores para garantir acessibilidade, telhados com vidros para aproveitar melhor a iluminação natural e é claro novas redes elétricas. O resultado foi a reabilitação de um edifício antigo e degradado preservando o diálogo com a arquitetura original.


Resumindo, o termo retrofit é uma solução para edifícios abandonados ou de péssimas condições de utilização, pois conseguimos preservar o patrimônio histórico e proporcionar nova vida aos espaços antigos.


Por Alessandra Marfara e Débora Mansur

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