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Representatividade na Moda.

A dias estou pensando em trazer um tema que fale de moda, de diversidade e principalmente de respeito. Sabemos que o futuro da moda é ressignificar o consumo e buscar soluções para alcançar a sustentabilidade, a representatividade racial, a equidade e a inclusão.


Pinterest

A moda diz muito sobre a identidade de uma pessoa perante à sociedade. Questões como autoestima, conforto e estética das roupas que usamos estão estritamente conectadas ao nosso estilo, personalidade e individualidade. Contudo, quando se trata de representatividade, há uma barreira que dificulta e limita as pessoas a enxergarem além da bolha. Será mesmo que a moda é tão diversa como se diz ser?


Hoje vemos um grande movimento de todes os corpos e cores na moda, uma pauta super bonita para retratar em revista, redes sociais e discursos, mas por trás muitas vezes ou na maioria das vezes a realidade é outra.


Pedimos e lutamos por acessibilidade, aceitação e respeito, uma pauta que deveria hoje ser tratada como exemplo e não questionamento. A procura pelo corpo perfeito e o padrão ainda imposto pela moda não só anda na contramão de discursos sobre representatividade, como também faz com que questionamos sobre o que é personalidade e individualidade na moda.

LAB injeta representatividade na passarela do SPFW

Muito além de uma tendência ou estratégia de venda, a representatividade na moda surge como oportunidade de transformação estrutural no setor. Ao trazer pessoas reais, complexas e diversas para um universo muito marcado pelos padrões estéticos, esse movimento colabora como uma reflexão essencial, tanto para empresas quanto para consumidores.

Moda e autoestima são dois assuntos interligados. Se os padrões de beleza corporal não forem questionados, o setor colabora com um mal-estar geral, resultante da busca incessante das pessoas, especialmente as mulheres, em encaixar-se nos moldes excludentes.


As novas gerações querem identificação, transparência e inclusão. Eles querem ser vistos, contemplados e valorizados como são. E o que é representatividade na moda?


Estamos falando sobre dar vozes àqueles que são silenciados e marginalizados pela sociedade, seja por causa da raça, etnia, orientação sexual ou de gênero, aparência estética, entre outros fatores.

(Pinterest)

Na moda, a representatividade se traduz na não aceitação dos padrões de beleza excludentes, que destacam apenas corpos brancos, magros, cisgêneros e ocidentais. Trata-se de integrar às campanhas e desfiles aqueles que são invisibilizados, como negros, amarelos, gordos, LGBTQIA+s, PCDs (pessoas com defiência), mulheres e homens trans, pessoas não-binárias e povos de diferentes etnias, como muçulmanos, latinos, asiáticos, indígenas e tantos outros.

E a grande problemática surge uma vez que essa “perfeição” estética não representa a beleza real. De fato, existem pessoas que se encaixam nesses padrões, mas o mundo é muito mais complexo e diverso do que isso. A indústria da moda, ao ocultar essa diversidade, torna invisível toda uma população que quer e precisa ser contemplada. A moda necessita de pessoas reais, com corpos reais.


E sim, queremos que isso se torne uma realidade e apenas uma tendência, a pandemia fez com que as discussões sobre o assunto ganhassem novas proporções.

Afinal, diante de uma situação tão incerta e conturbada, o consumidor busca produtos e marcas que contribuam ativamente para um mundo melhor, mais justo e inclusivo. Identificação é o ponto central e, com uma população grande e diversificada, isso só existe quando a representatividade se faz presente.


Savage X Fenty (pinterest)

Hoje temos vários exemplos já sendo praticados de forma setorial e com mais visibilidade, como a marca Savage X Fenty, que não só traz representatividade, como questionamentos. Outro exemplo é o movimento Fashion Revolution que hoje questiona #acordequemfezminhasroupas alinhado com a luta anti-racista e encaminha rumo a revolução sistêmatica.


Muito além de uma marca de moda, a Wabi busca ser para todes, trazendo pautas necessárias e representatividade.


Eu Amanda jovem de 24 anos, preta, de origem pobre, fora de padrões estéticos, formada em moda, dona da Just You Store e sócia da Wabi Resale, me considero um exemplo para tantas outras pessoas que assim como eu, lutam por respeito e oportunidades.


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Beijos e até a próxima :)


Por Amanda Souza

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