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Nossas relações e nossos propósitos.

Falar sobre moda e posicionar crenças, valores e propósitos é desafiador, mesmo diante de muitas mudanças ainda tratamos com superficialidade nossas relações, seja ela com pessoas ou bens materiais.

Imagem retirada do pinterest

Ao longo dos meus vinte e poucos anos aprendi que temos que ser inteiros dentro dos nossos propósitos, que não adianta se doar para tudo senão tem intuito. Com uma visão forte dos valores que prezo e levo, hoje eu vejo que a moda reflete muito além do que imaginava. Lendo uma entrevista do André Carvalhal para a Vogue ele diz a seguinte frase: "Para mim, o propósito da moda é servir. Sim, servir aos nossos sonhos e à nossa vida.” O mercado, nossas vivências e nossas relações ensinam que devemos ser breves, mas me pergunto frequentemente se o propósito da nossa existência é apenas possuir, se esse caos constante de consumir tudo e o tempo todo um dia vai passar. Após ouvir sobre responsabilidades, sendo ela emocional ou social, vejo que temos uma enorme necessidade de saber sobre tudo, falar sobre tudo e se posicionar sobre tudo. Parece que a grande tendência do momento é sobre quem sabe mais e quem entrega mais, e claro que, quando falamos de propósitos não podemos deixar de mencionar as marcas de moda, onde a comunicação, os propósitos, valores e transparência são mais que necessários como posicionamento diante da infinidade de questões nas quais lutamos diariamente. Como consumidores nossos desejos mudaram, queremos ser aceitos, ouvidos e diversos.

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O dever das marcas é acompanhar essas mudanças em busca de reparação, inclusão, diversidade e revisão de processos para se adequar a nova consciência e realidade que vivemos. Não podemos mais aceitar que tudo seja como antes (da pandemia), mudamos e queremos mudanças. Refletir sobre nossos propósitos de mundo é mais que fundamental para a nossa evolução, trazer esses propósitos para dentro do nosso dia a dia é visionar um mundo melhor. E como porta voz, as marcas têm o dever de comunicar, alinhando seus objetivos com a realidade no qual vivenciamos. Não dá mais para fechar os olhos para a falta de inclusão na moda, para as produções ilegais e mão de obra escrava. Falamos sobre ter para se relacionar e não ter por ter, talvez após dois anos de pandemia estreitar laços possa ser um desafio, mas é também a nossa oportunidade de fazer a mudança, e de sermos a mudança. André fechou sua matéria dizendo: “Mas é preciso que isso seja feito com verdade. Com profundidade. Realmente a partir da compreensão de que não há mais sentido e nem tempo para fazer nada que não coloque a vida no centro. Seja refletindo o mundo ou inspirando, tem que ser de propósito.” Saber o porque e pra que é sim designar um propósito para aquela ação. Que sejamos múltiplos dentro das nossas possibilidades e perspectivas, mas acima disso, que sabemos o propósito de nossas ações, buscando um mundo mais acolhedor onde as relações tenham um verdadeiro sentido afetivo e comportamental. Gostou Compartilhe com os amigos Por Amanda Cristina

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