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ESG... “O que isso tem a ver comigo?”

Em meio a uma enxurrada de informações, três letras se destacam para revelar uma preocupação crescente com a sustentabilidade corporativa: ESG. Termo dado pelo mercado financeiro, avalia práticas (E) ambientais (environmental, em inglês), (S) sociais e (G) de governança de uma empresa.


Mas “o que isso tem a ver comigo?”


Todos nós somos partes interessadas (stakeholders) das organizações. Isso pode ser mais visível numa atuação como colaborador, cliente, fornecedor, investidor, ou estar numa camada mais profunda, como cidadão ou representante do meio ambiente (já que esse é um stakeholder silencioso).


E por que os holofotes estão sobre o ESG?


Porque a pandemia, ao escancarar a nossa interdependência, acelerou o processo que caminhava a passos lentos. Porque sem um planeta saudável, não há negócios prósperos. Porque as pessoas estão mais conscientes sobre suas escolhas. Porque os investidores estão preocupados em gerir riscos. Porque os holofotes também trazem luz às oportunidades advindas da transição para uma economia mais verde e socialmente responsável.


Motivos não faltam para as empresas se posicionarem com uma agenda positiva. Ao assumirem o papel de cidadãs, ultrapassam a visão autocentrada e imediatista, e passam a incorporar outros pontos de vista e a estender o olhar para o longo prazo. Como consequência de gerarem valor para todas as partes, acabam gerando mais valor para si próprias. Mas nessa ordem! Resultado vem depois de valor criado e não o contrário.


Então como dar o primeiro passo?


Tudo começa com uma liderança consciente. É o “ODS Zero”, em referência aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela ONU em 2015.Para que os 17 objetivos e as 169 metas sejam alcançados, é preciso elevar o nível de consciência dos líderes, estejam eles em grandes corporações ou empreendendo dentro de casa.


Numa empresa, grande, média ou pequena, é o líder quem conecta as pessoas do entorno a um propósito maior (e, se não houver, é quem precisa conduzir a busca). Ao fazer isso, cria uma cultura de valor compartilhado que se retroalimenta e conduz a uma espiral de crescimento. Liderança servidora, propósito, cultura consciente e orientação para stakeholders são os quatro pilares do Capitalismo Consciente, movimento que busca transformar investimentos e negócios para um modo mais inovador, sustentável e, consequentemente, mais próspero.


Impulsionados por uma liderança consciente, sustentabilidade e estratégia podem, assim, se conectar. Para uma pauta complexa, os ODS são uma forma relativamente simples de fazer essa ligação. Conexões estabelecidas, é partir para a ação avaliando o próprio impacto, escolhendo dois ou três objetivos e trazendo outros stakeholders a bordo.


Desta forma, ao colocarem as pessoas e o planeta no centro, as empresas destravam um potencial latente, escondido entre os elos do (eco)sistema que gira ao redor dos negócios. Ao construírem relacionamentos mais saudáveis com o meio ambiente (E), com as pessoas (S) e internamente através da integridade corporativa (G), as empresas abrem as portas para a criatividade e a inovação, estabelecendo um ciclo virtuoso que impacta a todos. E isso, “tem tudo a ver comigo”.


Por Denise Baumgratz, mentora de negócios e colíder da Filial BH do Capitalismo Consciente.

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