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Empresas e Consumidores juntos pelo Planeta

O ELAS&TAL dessa semana foi um presente para o mês de fevereiro que está só começando e já mostrou a que veio! (ok, ok estou meio tendenciosa em função do Covid positivo, mas prometo que as expectativas são boas! 😷)


Nunca se teve uma visão tão clara dos desafios sociais e ambientais que estamos enfrentando.

A necessidade de agir é urgente e toda a humanidade tem um papel importantíssimo a cumprir na transformação do planeta.


Já parou para pensar qual é o seu?

Nossa conversa foi com a Mariana Whately, uma paulistana com de mais de 20 anos de experiência no setor da moda e desde 2019 Diretora Executiva do Instituto Ecoera, consultoria em sustentabilidade para empresas de moda, beleza e design.

Falamos sobre o papel de cada um de nós, seja como consumidores ou empresa, na busca por um mundo melhor.


Mãe da Martina e do Dudu, Mari encontra neles a inspiração diária na busca pelo desenvolvimento sustentável, afinal o futuro próximo é dessa geração.


Para iniciar a conversa, trouxemos Otto Scharmer, professor do MIT e autor do best-seller Teoria U (2009)com a expressão “ego-system to eco-system”, que surge como um convite para entendermos que a transição de um sistema centrado no “eu” para um ecossistema focado no “nós” no bem comum, convoca para acessarmos nosso estado interior em busca de primeiro, esvaziar – para, então, encher de novo!


Isto posto dá para entender que nos últimos três anos avançamos muito no nosso papel como consumidor...talvez mais do que na última década inteira (seja pela pandemia ou não... nós mudamos🤔).


Os três pilares da sustentabilidade, hoje pauta inegociável, estão presentes em eventos do tipo COP26, o The GreatReset (Fórum Econômico Mundial), a Expo Dubai, encontros importantes e necessários tornando-se sinais de alerta para uma mudança definitiva, já que da forma que vivemos não funciona mais.


Mas vale lembrar que está na hora sairmos da teoria e partir para prática. Os exemplos são claros: enchentes, clima caótico, nevascas, geadas, muita chuva e por ai vai...



Isso não está longe, afinal de contas no nosso dia a dia, dá para perceber que quando as empresas se programam para o verão, com tudo o que tem direito e usando todos os recursos necessário (aqui falamos de tempo, dinheiro, matéria prima, pessoas... ) e de repente faz frio, toda uma cadeia de valor é impactada.

Como exercício, pensa em uma empresa de roupas de banho, que se preparou para vender muitos biquinis e sungas, afinal de contas está na hora de se jogar no mar... daí vem a chuva e em alguns casos até frio, como ficam as vendas?

E toda aquela produção!?

Para onde vai todo o investimento?

E o resíduo ?

E o estoque que ficou encalhado?

Todos somos impactados (e responsáveis).


Sim é isso mesmo, infelizmente deu ruim e aquela semaninha de sol na praia já está comprometida... afinal de contas a crise climática também afeta sua vida (ou você achou que escaparia... alecrim dourado que nasceu no campo sem ser semeado!??🤨)


Estamos todos no mesmo barco, até por que são 2.1 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa emitidos pela indústria da moda em 2018, (e vem aumentando ok?!) e pensa que isso equivale a 4% do total global de emissões e se você acha que ainda assim não tem nada que possa ser feito, recomendo a repensar seus hábitos de consumo, aprender mais sobre os impactos socioambientais das roupas, buscar por marcas que trazem a transparência como valor ( e de fato pratique cada um deles).

Tudo isso pode tornar essa indústria mais circular.


O consumidor mudou com a pandemia.

Novos valores.

Novas motivações.

Novas necessidades.

Novos hábitos.


E o grande desafio das marcas hoje é conhecer esse novo consumidor que já começou a agir para melhorar a saúde do planeta, para proteger o clima, para regenerar a natureza, para criar um mundo livre de poluição.


O propósito das marcas deve estar claro se as empresas quiserem manter o seu posicionamento diferenciado e ter como objetivo ser sustentável, alinhada aos pilares do ESG. ♻️


Isso sim está na moda, e esse é o caminho.

Mas não da só para se promover sem muita sustentação.

Fica fake... é aquele greenwashing que todos estão cansados de ouvir.


As empresas não podem ter medo de não serem perfeitas e informar que causam impacto, a transparência é fundamental na comunicação e aquelas que melhorarem os processos incorporando a sustentabilidade, vão sobreviver (e se diferenciar).


Esconder a vulnerabilidade é o pior.


Está na hora de contribuirmos para um mundo mais justo, sustentável, ético e socialmente inclusivo.

Temos que manter o foco e mobilizar empresas e pessoas ativamente para melhorar a saúde do planeta e o bem-estar da humanidade.


Não dá para desperdiçar nada... são pessoas, resíduos, recursos, tempo dinheiro tudo faz diferença.

Pensa nisso, esse é o seu legado para as próximas gerações.🌍


Por: Sâmara Merrighi

Todas as imagens foram adquiridas no Pinterest

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