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Empreendedorismo feminino e saúde mental

Atualizado: 2 de dez. de 2022


No podcast Elas & Tal do início de Novembro, conversamos com a Fernanda Fontes que é especialista em Negócios Digitais, Marketing e Vendas; formada em Relações Públicas. Ela já atuou como Consultora de Marketing e Empreendedorismo no Sebrae, e hoje está como Analista de Comunicação e Marketing na instituição. Foi muito interessante trazer para os ouvintes a experiência dela, quando falamos de EMPREENDEDORISMO E SAÚDE MENTAL.


Toda nossa conversa foi baseada nos dados de uma pesquisa: Saúde mental das pessoas que empreendem no Brasil frente à pandemia da Covid-19”, conduzida em parceria pela (UFMG) e a Troposlab. Os resultados assustam um pouco quando alegam que 3 milhões de empreendedores brasileiros experimentam níveis severos de sintomas de estresse, ansiedade e depressão. Parando para pensar que o Brasil teve mais de 2 milhões de novas empresas abertas nos primeiros semestres de 2022 e 2021, entendemos que tem muita gente mal por ai né...



E por que estou falando disso aqui?! Um espaço dedicado a moda sustentável, slow fashion ou ESG?


Essa pauta vem acompanhando muito o direcionamento das ações da Wabi, por exemplo, quando escolhemos encerrar o ano sem realizar alguns eventos que prezamos tanto, foi pensando nos nossos valores e no nosso cansaço físico e mental. Pensa bem, tivemos as eleições, conturbada e densa; recentemente a Black Friday, com metas agressivas e CONSUMISTAS até o fim; e agora a Copa do Mundo, que aí de mim se não tiver um look verde amarelo para bater mais uma meta de vendas...


A jornada do empreendedor não é para amadores!


Incertezas, acúmulo de atividades, necessidade de tomar decisões rápidas e instabilidade financeira, em especial nos primeiros anos de empresa torna-se o combo perfeito para inúmeros gatilhos que abalam a saúde mental. Uma vez que, tudo isso somado a possíveis quedas no rendimento financeiro, tem grande potencial para levar a mente ao adoecimento, colocando o empreendedor num ciclo vicioso de preocupações, ansiedade e impactos sobre a produtividade.



Ainda citando o podcast, trago uma fala da Fernanda que nos disse que ”o cenário não é nada bom e, que é possível notar que as mulheres empreendedoras apresentam sintomas mais intensos de estresse, ansiedade e depressão”. Ou seja, precisamos nos preparar para além de conhecimentos técnicos para encarar o empreendedorismo, e aqui estamos falando da pessoa física, por trás do CNPJ. O Curso Viver de Brechó do Sebrae-MG, que se encerra esse mês, trouxe uma preparação para as empreendedoras com temáticas importantes e que contribuem muito na formação de quem está nessa jornada de empreender. Foi rico e muito necessário!


Então indicações como: cuidado com as finanças, com seu corpo e sua mente, pratique meditação, se cobre menos, planeje sua rotina, tenha um hobby e desenvolva sua inteligência emocional; são dicas extremamente bem-vindas. E eu acrescento aqui reflexões de autoconhecimento, onde buscamos menos cobranças e mais comemorações, trago inclusive uma pincelada da filosofia japonesa Kaizen que sugere incluir melhorias consistentes no cotidiano capazes de cumprir um único objetivo: fazer com que você seja melhor hoje do que era ontem.


“Ao invés de se prometer mudanças radicais em pouco tempo, pregam os adeptos, faça pequenas melhorias que levem, eventualmente, àquela grande mudança que você quer ver e foque diariamente em ser 1% melhor naquilo.”



Vamos em frente que dezembro está lindo e só começando!


Clique aqui para ouvir esse episódio do podcast! Se você é empreendedor e está à beira de um ataque de nervos, respira e vem ouvir esse bate papo... vai que você tem algum insight e compartilha com a gente!?

Te espero lá!


Obs.: as imagens lindas desse post são da Bruna Dmari (@peguesuadose) 🤗


Por Sâmara Merrighi.

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