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Cartão postal de NY também é exemplo de sustentabilidade.

Como exemplo de inovação no design e tecnologia o Hearst Tower foi idealizado para proporcionar aos seus usuários um ambiente mais saudável. Esse edifício com 182 m de altura, 42 andares, com as fachadas em aço e vidros triangulares, virou cartão postal de Nova York. Ele fica na esquina da 8ª Avenida com a rua 57 e é a sede do grupo de comunicação Hearst, que controla dezenas de jornais, revistas e canais de televisão.


Imagem ilustrativa (pinterest)

O projeto foi do arquiteto britânico Norman Foster que usou como base o edifício Art Decó onde já funcionava a empresa. Para unir o velho e o novo em um único projeto, todo o miolo do antigo prédio foi demolido, restando apenas as paredes das fachadas externas, que passaram a servir de vedação para o grande lobby do novo prédio. Essa ligação foi feita por painéis de vidro que trouxeram uma iluminação natural nos espaços internos e uma integração com o ambiente externo da cidade. Os painéis nos passam uma leveza visual impressionante bem como a sensação que o arranha-céu está flutuando. Esse diálogo perfeito entre o novo e o antigo, acontece também no Reichstag, em Berlim, cuja história já narramos aqui no blog e que a propósito foi projetado pelo mesmo arquiteto.


Imagem ilustrativa (pinterest)

Realmente o Hearst Tower não é uma construção convencional. Sua estrutura é composta por um sistema denominado Diagrid que é uma malha diagonal de alta eficiência em termos de peso, pois usa 20% menos de aço do que uma estrutura tradicional. Essa armação em forma de diamante permitiu uma economia de aproximadamente 2000 toneladas dos materiais e 90% da estrutura foi feita com aço reciclado.


Imagem ilustrativa (pinterest)

Mais uma característica sustentável é o seu telhado, que possui um sistema de coleta de água das chuvas que é armazenada no subsolo e reutilizada posteriormente no próprio edifício. Um dos pontos de reaproveitamento está logo na entrada do prédio, numa queda d’água projetada com a função de umidificar o ambiente e amenizar a temperatura interna.


Imagem ilustrativa (pinterest)

Outro fato bacana é que cerca de 80% do descarte gerado durante a demolição do prédio antigo foram reutilizados na própria construção.


O lixo produzido em todo edifício é reciclado. Existem normas como limitações ao fumo e controle da emissão de dióxido de carbono.


A torre foi projetada para consumir 25% menos energia do que os prédios situados nas redondezas. Foi implantado um projeto de automação inteligente para detectar a incidência de luz natural e controlar a quantidade de luz artificial a ser usada.

Isso acontece devido aos sensores de energia que desligam automaticamente as luzes e equipamentos, quando os ambientes não estão sendo usados.


Imagem ilustrativa (pinterest)

Com a sua silhueta destacada no skyline da ilha, o Hearst Tower foi o primeiro arranha-céu de Manhattan a receber o certificado verde, o famoso LEED. Esse foi o começo para não tornar essa onda mais um modismo e sim um estilo de vida da cidade.


Por Alessandra Marfara e Débora Mansur

Arquitetas à frente da Wabi home.

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