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A moda é política: o papel social da moda

Moda não é somente roupa, ela é mais do que passarelas e tapetes vermelhos. A moda também é um ato político, e isso já não é mais novidade para ninguém... diante de tantas causas silenciadas a moda se tornou o "refúgio" daqueles que não tinham voz, através dela é possível se expressar e lutar por causas importantes da sociedade, como os movimentos feministas, antirracistas e em prol da sustentabilidade.


A moda diz muito sobre a sociedade e o seu momento cultural, econômico e político. Ela provoca discussões e permite que você se reafirme ou passe mensagens diversas. Assim como a história, seguirá em constante evolução e construção, por isso, podemos dizer que moda é história, presente e futuro.

Vemos a moda se destacar como uma ferramenta de expressão e política, usada muitas vezes pelos movimentos de mulheres. Em 2016, por exemplo, a camiseta com a frase “We should all be feminists” (devíamos todos ser feministas, em tradução livre) parou a Paris Fashion Week na histórica estreia de Maria Grazia Chiuri, primeira mulher diretora-criativa da Dior. A peça é vendida e continua fazendo sucesso até hoje pela grife francesa sendo também um exemplo de como as coleções apresentadas nas famosas semanas de moda são um reflexo do contemporâneo.

Atualmente, vemos com frequência desfiles em que as roupas dão lugar as lutas sociais, fazem denúncias e críticas, seja a um comportamento ou governo. É nesse contexto que muitas marcas e estilistas revelam os seus valores, junto aos holofotes das passarelas. Além disso, sabemos que nossas roupas dizem muito sobre os grupos que pertencemos e revelam traços da sociedade, e por consequência dos momentos políticos e econômicos. Mas em muitos casos a moda vai além. E estamos falando aqui de moda enquanto expressão cultural, que mostra as dores e prazeres de uma sociedade.


Um exemplo recente que gostaríamos de destacar foi o lançamento do remake do filme “Cruella”, uma estreia que deu palco para muitas discussões. Por meio de figurinos maravilhosos, com muitas expressões de liberdade e política, o filme faz um apelo a questão do poder e do social, revelando a protagonista como uma jovem rebelde que se sobressai através de seus looks escandalosos. Para nós que amamos moda sustentável, um marco do filme foi o vestido com uma calda extravagante e com uma pegada de upcycling, presente na cena em que Cruella sai em um caminhão de lixo, trazendo uma clara referência da moda rápida (também conhecida como fast fashion), e dos excessos.


Imagem / reprodução

Com isso, concluímos que estar na moda é ter coragem de dizer quem você é e em que você acredita por meio de suas roupas. A Moda é uma ferramenta de expressão que acontece todos os dias, muito antes de virar uma roupa no seu armário. Por isso é importante estar atento a moda que consumimos e defendemos, é preciso ser crítico. Cabe aos consumidores e a nós, apreciadores da moda, observar quais são as marcas alinhadas aos nossos ideais, que praticam uma moda justa, inclusiva e que proporciona visibilidade a causas que consideramos importantes.

Então é hora de se perguntar: você está se expressando através da moda ou somente segue as tendências ditadas para se enquadrar em uma determinada “tribo”?


Lembre-se: VESTIR-SE PODE E DEVE SER UM ATO POLÍTICO.


Por Amanda Souza e Ana Moraes

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